A produção da indústria de alimentação animal no Brasil registrou crescimento de 10% no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2009. De janeiro a junho de 2010, foram produzidas mais de 30 milhões de toneladas de rações, de acordo com dados do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações). O Sindirações prevê o fechamento do ano com produção total de 60,4 milhões de toneladas de ração e 2 milhões de toneladas de sal mineral.
Durante o semestre, apesar do preço competitivo do milho, os produtores voltaram a desfrutar do uso da tecnologia nutricional (pré-misturas de vitaminas e outros aditivos, núcleos e suplementos). De acordo com o vice-presidente executivo do Sindirações, Ariovaldo Zanni, esse crescimento deve ser observado com cautela, pois significa a recuperação do consumo que sofreu forte recuo no mesmo período do ano passado, por conta dos efeitos da crise financeira internacional.
Consumo por setor
A avicultura de corte, setor de maior demanda de ração no país, fechou o semestre com produção de 14 milhões de toneladas. Já a produção de ração para poedeiras foi de 2,5 milhões de toneladas no semestre, crescimento da ordem de 4% em relação ao mesmo período de 2009.
O setor de alimentação animal para bovinos de corte apenas compensou em parte as perdas acumuladas e produziu 1,2 milhões de toneladas. A produção de ração para bovinocultura leiteira registrou volume de 2,4 milhões de toneladas.
Quanto à suinocultura, apesar do bom desempenho do setor, graças ao aumento de 13% na receita das exportações de carne suína no primeiro semestre, a atividade demandou 7,6 milhões de toneladas de ração, com avanço de 2% em relação a igual período do ano passado.
A produção de rações para cães e gatos cresceu aproximadamente 7% no semestre, registrando 1,1 milhão de toneladas. Apesar da grande capacidade instalada para produção, apenas 45% da população de cães e gatos do Brasil alimenta-se do produto industrializado. De acordo com o Sindirações, a pesada carga tributária que abate os produtos supera os 50% e continua a inviabilizar o acesso de milhões de compradores à linha de consumo.
A demanda por ração para peixes alcançou quase 180 mil toneladas e registrou crescimento de 15% durante o primeiro semestre, em comparação com o mesmo período de 2009. Já a criação de camarões consumiu 44 mil toneladas de rações, avanço de mais de 4% em relação ao primeiro semestre do ano passado.