A Seara Alimentos S.A., do Grupo Marfrig, inaugura amanhã (13), o maior sistema de biodigestores para tratamento de dejetos suínos do Brasil em Diamantino (MT).
O empreendimento evitará emissões de metano para a atmosfera equivalentes a cerca de 73 mil toneladas de CO2 por ano, o que equivale ao plantio e preservação de 15 milhões de árvores nativas ou 6,820 mil hectares de reflorestamento. O projeto, concebido conforme os requerimentos do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), do Protocolo de Kyoto (ONU), está em processo para ser registrado e já se encontra validado por uma Entidade Operacional Designada (EOD).
Adicionalmente, gerará energia suficiente para abastecer o complexo de suínos da empresa no local que envolve 11 mil matrizes e 110 mil animais terminados/ano e produzirá excedente necessário para suprir as necessidades de energia de uma cidade de 8,5 mil habitantes. O investimento foi de R$ 8 milhões. "O sistema foi planejado para atender às mais rígidas exigências regulatórias em termos de preservação ambiental e será modelo para empreendimentos semelhantes no futuro", explica Mayr Bonassi, diretor geral da Seara.
São duas as finalidades básicas do empreendimento da Seara em Diamantino (MT): tratar os dejetos líquidos do complexo e purificar a água. Os ganhos são claros. "O metano, que é um gás do efeito estufa gerado pelo sistema de tratamento de dejetos convencional em lagoas, é capturado e queimado, reduzindo significativamente a contribuição da suinocultura para o aquecimento global", ressalta Bonassi.
No total, serão processados diariamente 2 milhões de litros de dejetos, produzindo aproximadamente 20 mil metros cúbicos de biogás por dia. Na primeira fase do empreendimento, uma planta de 700 kW abastecerá o complexo de granjas.